Apresentação do livro
“El- Rei, Nosso Senhor, Sebastião José”
Com a presença da autora Ana Cristina Silva
Sábado | 21 de fevereiro | 15h00
Entrada livre
Sobre o autora
Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, escreveu até ao momento 15 romances: Mariana, Todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia-luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009), Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid (2010) e Cartas Vermelhas (2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), O Rei do Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues) e A Segunda Morte de Anna Karénina (2013, finalista do Prémio Literário Fernando Namora). Em 2017, A Noite não É Eterna venceu o Prémio Fernando Namora. Publicou ainda os romances Salvação (2018), As longas noites de Caxias (2019), Rimbaud, o viajante e o seu Inferno (2020, finalista do prémio Oceanos). Já pela Bertrand em 2022, publicou À procura da manhã Clara e em 2024 El-rei, Nosso Senhor Sebastião José.
Sobre o livro
Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em 1699 e viria a morrer em 1782. O que aconteceu, entre o primeiro e o último dia da sua vida, que fez dele o homem que foi? Uma nova política socioeconómica, com reformas esclarecidas da administração, do ensino, da indústria e do comércio, entre outras, e a magnífica reconstrução da parte baixa de Lisboa após o terramoto de 1755, são elementos de um importante legado. Agora, enquanto surpreendente herói ficcional, este romance desvenda a linha em que se tocam a psicologia individual do homem e o jogo político de alto nível numa das mais importantes épocas da história portuguesa, pois o rei D. José I, como outros, não raras vezes se tornou uma marioneta nas mãos do hábil e narcísico Sebastião José.
Começando no dia 1 de Novembro de 1755, «Dia de Todos os Santos em que o demónio saiu a semear o Inferno em Lisboa com tremendos abalos, vastíssimas ondas e intensas labaredas», e discorrendo sobre as memórias e as humilhações de Sebastião José antes e depois da sua ascensão ao poder, a forma como enfrentou os inimigos e os venceu, deixando-os sem terra onde semear mais injúrias, mas também o casamento, o nascimento dos seus filhos, a fortuna do amor - e os gritos suplicantes dos condenados pela ambição ou capricho do Marquês -, El-rei, Nosso Senhor, Sebastião José é uma história de ambição, paixão e traição desde a glória da vitória até à decadência do fim.





